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sábado, 1 de fevereiro de 2014

SOCIOLOGIA EM PAUTA

O CAMPO DE INVESTIGAÇÃO  DURKHEIMIANO

INTRODUÇÃO

Emile Durkheim de origem francesa foi um pensador que consolidou a sociologia como uma ciência da sociedade, fez com que ela pudesse se instaurar academicamente nas universidades, ele que por sua vez estudioso de métodos vive na Europa em meio a conturbação das guerras em consequência da modernização.

Suas produções por causa- consequência é reflexo das tensões correlacionados aos valores e instituições que passavam por intensa crise, herda o cenário da revolução francesa e industrial e por consequente aborda sobre os mesmos que por vez fora abordado anteriormente por Saint-Simon e Comte.
Sua crença era que ‘‘... A humanidade avançaria no sentido de seu gradual aperfeiçoamento, governada por uma força inexorável: a lei do progresso. ’’
( Quintaneiro)
Principio este que fora resgatado dos filósofos que defendiam o iluminismo e também comungado por pensadores do século XIX.

A influência da revolução de 1789 na qual antecedentemente estavam as idéias e valores da antiga ordem social, nasce daí a necessidade da criação de um sistema voltado para a moral e que fosse cientifico com a capacidade de criar uma harmonia diante da situação vigente da ordem social.

Desempenhara um papel preponderante neste cenário o industrialismo que por vez era a marca da sociedade moderna.  A partir desta realidade nasce o próprio objeto das ciências sociais a qual intitulamos; sociologia – diante dela era necessário um estudo que abrangesse métodos positivos vislumbrados pela observação, indução e experiências. 

PROFESSOR JHONATAN DOS SANTOS FERREIRA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INKELES, Alex: O que é sociologia? Tradução Dante Moreira Leite.São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1967.196p.( Fundamentos da sociologia moderna).

QUINTANEIRO, Tânia: Um toque de clássicos: Max, Durkheim e Weber. 2ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2002.159p. (Aprender).


A Filosofia Política Moderna e o Conceito de Estado (análise do escrito de Silvo Gallo)

                                       1.      O ESTADO MODERNO


           
       A titulo de introdução o autor visa  apresentar como se entende por estado moderno e quais são as formas de estado possíveis e recorre  à definição de instituição política dada por Lawrence Krander que valoriza as relações intrínsecas e extrínsecas com a organização humana, "na organização do Estado, o homem concentra seu poder sobre o homem em um único cargo oficial...’’, do que fora citado percebe-se uma forma de monopólio e um absolutismo, podendo assim haver uma canalização do poder mediante uma delegação, sendo que , o poder está a disposição do poderio central, esse sob guarda do estado se aderi à formas diversificadas e com suas atribuições ele  pode " ....proibir, matar, encarcerar, escravizar, multar’’. 

    Apresentadas essas atribuições mediante o uso do poder justifica na concepção de estado moderno essas atribuições não devem serem vistas apenas no aspecto negativo, uma vez que o estado se integra ás forças da sociedade:... ‘’ o amor, a lealdade, a dependência recíproca, a fé religiosa, a tradição e a força do costume.

        Partindo disso ele dá preliminares conotações do que seja o estado:
     O estado è uma autoridade central de aspecto monarca (presidente) que exerce poder sobre uma população que vive dentro de um território determinado; é mais que uma unidade físico, territorial ou legal; ‘’ o poder político central transforma a unidade nacional...’’.

      No aspecto territorial está presente duas ordens ameaçadoras sendo que a invasão contribui para diminuição da área geográfica pertencente ao estado e contudo acarreta também na diminuição do poder da autoridade central e de tudo que ele desfruta. Percebe-se que ser leal ao estado é aderir à aceitação de seu poder e comungar sem disparidades nesse poder.

          As características que consideradas básicas do homem resultam na institucionalização do Estado tendo o homem enquanto indivíduo para ser efetivo de uma comunidade.
      
         O estado traz consigo várias formas advindas de influências de outras formas de estados teocráticos e centralizados que existiam na antiguidade oriental, ele carrega marcas semelhantes com instituições políticas antigas, é mesmo um processo que tem em si heranças das influências. Digamos, pois que da antiguidade até nosso tempo, o estado passou por um fenômeno de transformação e adequação partindo da dicotomia do estado teocrático feudal para o que se ousa chamar de Estado Moderno, este que abarca variações e heranças do processo de desenvolvimento que perpassou aos longos dos séculos. Nesse processo evolutivo surgem três tipologias, essas são contributos do alemão Werner Naef, as tipologias são as respectivas:

    1ª tipologia: Estado estamental –séc. XV –XVI- (concentração dos poderes políticos).
    2ª tipologia: Estado monárquico – séc. XVII-XVIII- (centralização do poder mais só na mão dos monarcas).
    3ª tipologia: Estado moderno – estado democrático (surge com a Rev. Francesa e consolida-se com a fixação dos direitos do homem e do cidadão).

   Professor Jhonatan dos Santos Ferreira
  

   

domingo, 24 de novembro de 2013

O Objetivo do ensino religioso no Ens. Fundamental.

O papel do ensino religioso ou cultura religiosa e sua prática no ensino fundamental vem resguardar e abordar eixos fundamentais que fomentam a formação cidadã, humana e também de cunho religiosa.


A prática da cultura religiosa nas escolas remete antes de qualquer outra tentativa de justificativa a necessidade de levar aos alunos a reflexão da abordagem cultural e existencial que a educação religiosa contempla. Em sala, os alunos em contato com textos e atividades de reflexão, agem como sujeitos pensantes em torno da diversidade, da pluralidade de sentidos, da necessidade da unidade a fim de superar as intolerâncias. O ensino religioso é uma proposta que estabelece a unidade, a convivência e a dialogia; é tornar o indivíduo construtor e colaborador de uma sociedade onde persista o respeito pelas diversas manifestações religiosas e culturais. É missão de um ensino religioso favorecer ao estudante possibilidades para que desperte a solidariedade, a justiça, o respeito e a sensibilidade pela dignidade humana.
A presença do trabalho continuado dos valores é um dos papeis do ensino religioso, mas ultrapassa esses critérios de formação, levemos em consideração que educar requer não apenas um ensaio dos valores como forma de rememorar, é além disso; ensinar a partir do cenário social, da violência, do consumo exacerbado, da intolerância religiosa, e da não aceitação do novo e do diferente, tem sido desafiador e conflitante.


Vejo o E.R como uma ferramenta que vem proporcionar recursos, assentar bases para construção da personalidade, estabelecendo fundamentos em vista de que as crianças e adolescentes estejam parcialmente aptos a sobreviverem em um cenário social do mundo globalizado em constantes revoluções.

É o E.R que facilita o individuo a uma consciência de si mesmo e que leva a criança e o adolescente, aproveitará das possibilidades para pensar e atuar. Atitudes, reflexão, valores , estrutura histórica, aceitação, respeito e entre outras; são palavras que por si mesmas já exprimem a utilidade desse componente curricular para o Ens.Fundamental, é esse componente que contribui de forma especial para estabelecer o auto conhecimento, sensibilidade, otimismo , disciplina, sentido critico, respeito pelo novo, etc.
                                                           
Professor Jhonatan dos Santos Ferreira
Participou do Projeto de formação continuada do E.R da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. 

RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS E O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Texto de abertura oficial da culminância do projeto Valorização das Relações étnico –raciais . E.E. da Fazenda da Betânia ( Pedreira- Itabira.MG)




O projeto valorização das relações étnicas raciais tem como finalidade por propostas das atividades desenvolvidas envolvendo todas as disciplinas, criar oportunidades para que toda a comunidade escolar conheça a trajetória histórica do povo negro no Brasil e na sua construção da cidadania plena. Além disso, colocar em discussão uma questão tanto antiga quanto atual como o racismo e o antirracismo no Brasil desenvolvendo as competências e habilidades de reflexão na identidade, de modo a pensar e agir contra todas as formas de discriminação existentes nos ambientes escolares e também fora dele.
Ressalto aqui, ao elaborar esse projeto com a comunidade escolar, a urgência de um olhar mais minucioso ao tratar a cultura afro brasileira e as resistências predominantes ainda até mesmo por parte de educadores. A questão que levanto, consiste em identificar e conscientizar que a cultura afro brasileira é o berço da nossa história e de nossas matrizes culturais, o que não justifica que fiquemos apenas centrados em pequenos projetos e ações escolares isoladas e sem fundamentação, sendo essa discussão, mais um fato isolado e tratado como segundo plano. Surge aqui a necessidade de reverter esse quadro, o que questiono tomo a liberdade de  direcionar a todos nós professores: Como trabalhar e formar os nosso adolescentes para uma cidadania mais igualitária, se nós mesmos somos cheios de resistências e um preconceito camuflado? A educação para a igualdade é possível em um ambiente escolar dotado de resistências?
Tratar das relações étnicos raciais na educação no Brasil requer de nós educadores uma sensibilização e respeito pela diversidade, essa vertente deve perpassar todas as disciplinas em todo o ano letivo, ela é transversal,  a proposta viabiliza a inserção desse conteúdo nos currículos disciplinares.   A escola que não se abre, planeja e intervém em prol do respeito e da criação da igualdade racial, priva os alunos do verdadeiro exercício da cidadania pautada na diferença. 
O racismo e as práticas discriminatórias vivenciadas pelo segmento populacional negro brasileiro não apenas heranças de um passado distante, mas vêm sendo produzidas e realimentadas ao longo do tempo. Constitui-se, assim, um instrumento que fortalece as desigualdades observadas na contemporaneidade. Um exemplo disso ocorre na realidade educacional.
Para tanto faz-se necessário à escola reverter esta situação adversa tecendo novas propostas, fazendo frente às situações discriminatórias que jovens e adolescentes negros estão expostos no ambiente escolar  e na sociedade como um todo.
Assim, é de fundamental importância tratar as questões raciais no ambiente escolar de forma interdisciplinar, pois, desta forma eles aprenderão a conceitos, analisarão fatos e poderão ser sensibilizados para intervir na sua realidade a fim transformá-la.
É tempo de mudarmos a história da exclusão do negro na educação brasileira, que esse projeto seja uma de muitas ações a serem fomentadoras da inserção digna dos afros brasileiros, é tempo também de revermos as nossas praticas educacionais, aprender, transmitir e relacionar é preciso.

                 

Professor  Jhonatan dos Santos Ferreira 
É graduado em filosofia presbiteral pela Universidade Católica de Minas Gerais/IDJ

Pós graduando em gestão integrada 

Participou do projeto de formação continuada de E.R da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Professor da rede publica de ensino-leciona Filosofia, sociologia e cultura Religiosa.

 E--MAIL Jhonatansantosfer@hotmail.com


sábado, 7 de setembro de 2013

Educação Religiosa: uma reflexão abrangente as culturas afro –brasileiras e indígenas

A concepção de ensino religioso no Brasil passa a aderir no ano e 1997 um espaço na esfera pedagógica, ou seja, não se restringe apenas ao víeis teológico propriamente, mas, ao contrário, é submetido a uma releitura e abrindo-se a possíveis discussões ao que refere-se à diversidade.
Mudado o cenário de diálogo e de relação, a educação religiosa visa ser adaptada aos parâmetros curriculares.
A tarefa à qual nos concentramos aqui, é pois, buscar apresentar o porquê do acréscimo das culturas afro-brasileiras e indígenas ao currículo da educação religiosa.
Iniciemos por considerar que, o conceito de religião está estritamente ligado à cultura, é neste âmbito, que podemos trazer aos alunos a abertura para o diálogo a tratar da diversidade, afirmando que ao falar do diverso não negamos a existência do diferente.
Ao recorrermos ao conceito de cultura, e, se tratando da atribuição da cultura afro –brasileira e indígena em hipótese alguma podemos nos privar de fazer uma memória à vertente histórica do povo brasileiro, deste do descobrimento do Brasil.
A abordagem dessas culturas no ensino religioso é abertura ao entendimento das nossa matrizes históricas e religiosas, uma vez que não é possível estabelecer e abrir –se para a dialogia pautada na necessidade da diversidade sem ater-nos as raízes.
Começando por identificar que o povo brasileiro herda de uma transmissão cultural que se amplia as vertentes afro e indígenas, e que, foram esses povos que ocuparam um papel importante no solo brasileiro, trouxeram e nos deixaram aspectos multiculturais aos quais herdamos, ou até mesmo com o passar do ciclo histórico formam fontes de pluralismo, isto é; fazer memória e criar espaço para geração da identidade religiosa de um povo.
A reflexão pode ser pautada na prática de didáticas pedagógicas elaboradas com a finalidade de conscientizar, resgatar e formar o estudante para a superação de toda e qualquer modalidade de preconceito acerca dessas culturas, que até então eram vistas como esquecidas e minoritárias. Uma das atitudes a serem assumidas pelo projeto pedagógico consiste à abertura à a valorização da diversidade etnicorracial, para assim, tratar de modo igualitário as heranças civilizatória permeada pela história e cultura negra e indígena.
                                                                           JHONATAN DOS SANTOS FERREIRA



A CULTURA COMO FORMA DE CRIAÇÃO DA IDENTIDADE

No início dos estudos da história, conhecemos que a descoberta do Brasil foi rica de significados e expressões que marcaram e marcam até os dias de hoje o rosto de nosso país.
Começando por entender que antes dos portugueses chegarem as nossas terras, já se encontravam aqui os primeiros habitantes; os índios considerados nativos.
Por todo processo da evolução da história, nosso país foi recebendo marcas e expressões de uma realidade do período do Brasil colônia com a presença mesmo que tardia da chegada do período escravocrata com os negros vindos da África.
O Brasil foi palco de grandes mudanças e adaptações no processo histórico cultural e a exemplo disso percebemos que o solo brasileiro herdou de expressões, mitos e simbologias que são frutos das culturas indígenas e afro.
Contudo, temos que aceitar que antes de falarmos de uma cultura brasileira, precisamos antes recorrer e conhecermos a cultura do povo indígena e afro, esse processo é necessário, pois se trata de um retorno as nossa fontes e as origens que deram sentido à cultura do povo brasileiro.
Recorrer as matrizes históricas é o primeiro passo necessário para a compreensão e resgate das tradições que permeiam nosso Brasil.
Do samba, das festividades, das cantigas de roda, das histórias, do folclore, da culinária, de tudo que é cultura e expressão de um povo, sempre existe um pouco de nossas matrizes culturais.
A formação da identidade cultural de um povo é sempre marcada pelas raízes históricas, é nesse momento que podemos ousar falarmos da importância do estudo da cultura e das tradições que formam o povo brasileiro.
O que não é conhecido, jamais pode ser amado e valorizado, corre sempre o risco de se perder no tempo pelo fato de não ser revivido e reafirmado como parte de nossa história, assim também, é uma cultura.
É por esse motivo que precisamos valorizar o que temos como patrimônio histórico e cultural de nosso povo; recorrer à relatos, histórias, mitos, é disseminar e educar para o respeito das diversas manifestações culturais presentes em nosso país.

                                                      JHONATAN DOS SANTOS FERREIRA



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DIVERSIDADE E PLURALISMO CULTURAL

Da prática do ensino religioso à necessidade do enfoque cultural


Iniciamos por tratar da necessidade do estudo das diversas manifestações culturais que estão estritamente ligadas a fenômenos religiosos. O que nos norteia aqui é a relação que há na prática do ensino religioso com a necessidade da ênfase à diversidade cultural.
Nos artigos propostos para essa atividade, deparamos de início com o questionamento gerado em torno das concepções de religião, concepções essas, norteadas pelo eixo cultural.
 Com a paradigmática mudança de concepção de religião como algo restrito a prática de cultos, crenças, etc, a religião ganha um espaço na esfera cultural, ou seja, a religião é um fenômeno de manifestação cultural, e se ousamos falar de culturas, temos que aceitar também as diversidades religiosas, sendo que as culturas são constantemente diversas.
Religião é parte do domínio histórico, o que justifica a pluralidade religiosa de mitos, ritos e simbologias que, de tal forma estão ligados a fenômenos ou a divindades cultuadas nas respectivas culturas.
A necessidade de relacionar a prática do ensino religioso com a diversidade cultural encontra-se na amplitude que a disciplina tem a dialogar com o caráter cultural, não apenas com os nomes ou rituais das diversas religiões, mas também, ir ao encontro do desconhecido, abrindo assim novos horizontes.
A prática do ensino religioso tem por missão ir além do conceitual de religião, deve, pois, resgatar e trazer aos alunos o que há de valor nas culturas, atribuindo assim, uma forma concreta de disseminação de conhecimento e desejo por desvendar o que ainda é oculto ao nosso conhecimento.
Despertar nos alunos o desejo por conhecer sobre as religiões e as culturas, é reafirmar a necessidade de estabelecer um diálogo que respeite a diversidade e os valores culturais que por si geram o sentido de religião.
 A religião também é um instrumento de transmissão de conhecimento, pelo qual, os alunos podem conhecer-se a si mesmos no anseio de resgatar suas origens culturais, gerando consequentemente a formação da identidade, de uma cultura.

A compreensão do sentido de religião permeada pelo víeis histórico, possibilitará a compreensão do surgimento e os adeptos religiosos existentes, levará também, a uma formação de valores ao que diz respeito ao diferente, ao novo.
É de fato, formar para uma consciência de que é possível conviver com o diferente, sendo a diversidade um sinal de abertura ao diálogo respeitoso, sem que, cada um, na sua cultura, com seu modo de ser religioso, com seus cultos não percam de vista o que os unem; a necessidade de expressar o que tem em seu seio cultural.
Portanto, a relação existente entre o ensino religioso e a diversidade cultural consiste na prática de um ensino que, favoreça aos alunos a abertura para uma reflexão histórica para assim, chegar a compreensão do sentido de religião e o porquê da existência de diversas religiões, é o diálogo religioso e cultural que impulsiona a fraternidade universal.


Jhonatan dos Santos Ferreira- Graduado em filosofia presbiteral. PUC MINAS