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segunda-feira, 16 de junho de 2014

O VALOR DA FILOSOFIA


 Tendo agora chegado ao fim de nossa breve e extremamente incompleta revisão dos problemas da filosofia, será bom considerar, para concluir, qual é o valor da filosofia e por que ela deve ser estudada. É da maior necessidade considerar esta questão, tendo em vista o fato de que muitos homens, sob a influência da ciência ou dos negócios práticos, tendem a duvidar de que a filosofia seja algo mais que uma ocupação inocente, porém inútil, com distinções sutis e controvérsias sobre questões acerca das quais o conhecimento é impossível.
            Esta visão da filosofia parece resultar, em parte, de uma concepção equivocada sobre os fins da vida, e, em parte, de uma concepção equivocada sobre a espécie de bens que a filosofia procura alcançar. As ciências físicas, mediante suas invenções, são úteis para inúmeras pessoas que as ignoram completamente; assim, o estudo das ciências físicas deve ser recomendado não apenas, ou principalmente, por causa dos efeitos sobre quem as estuda, mas antes por causa de seus efeitos sobre os homens em geral. Esta utilidade não pertence à filosofia. Se o estudo da filosofia tem algum valor para aqueles que não a estudam, deve ser apenas indiretamente, através de seus efeitos sobre a vida daqueles que a estudam. É em seus efeitos, portanto, que se deve primordialmente procurar o valor da filosofia, se é que ela o tem.
            Mas antes de tudo, se não quisermos fracassar em nosso esforço para determinar o valor da filosofia, devemos em primeiro lugar libertar nossas mentes dos preconceitos dos que são incorretamente denominados de homens “práticos”. O homem “prático”, como esta palavra é freqüentemente empregada, é alguém que reconhece apenas as necessidades materiais, que compreende que o homem deve ter alimento para o corpo, mas se esquece que é necessário procurar alimento para o espírito. Se todos os homens vivessem bem; se a pobreza e as enfermidades tivessem já sido reduzidas o máximo possível, ainda haveria muito a fazer para produzir uma sociedade verdadeiramente válida; e mesmo neste mundo os bens do espírito são pelo menos tão importantes quanto os bens materiais. É exclusivamente entre os bens do espírito que o valor da filosofia deve ser procurado; e só os que não são indiferentes a estes bens podem persuadir-se de que o estudo da filosofia não é perda de tempo.
             A filosofia, como os demais estudos, visa primeiramente o conhecimento. O conhecimento que ela tem em vista é aquela espécie de conhecimento que confere unidade e organização sistemática a todo o corpo do saber científico, bem como o que resulta de um exame crítico dos fundamentos das nossas convicções, dos nossos preconceitos, e das nossas crenças. Mas não se pode dizer, no entanto, que a filosofia tenha tido algum grande êxito na sua tentativa de dar respostas definitivas à suas questões. Se perguntarmos a um matemático, a um mineralogista, a um historiador, ou a qualquer outro homem de saber, que conjunto de verdades concretas foi estabelecido pela sua ciência, sua resposta durará tanto tempo quanto estivermos dispostos a lhe dar ouvidos. Mas se fizermos essa mesma pergunta a um filósofo, terá que confessar, se for sincero, que a filosofia não alcançou resultados positivos como os que foram alcançados por outras ciências. É verdade que isso se explica, em parte, pelo fato de que, assim que se torna possível um conhecimento preciso naquilo que diz respeito a determinado assunto, este assunto deixa de ser chamado de filosofia e torna-se uma ciência especial. Todo o estudo dos corpos celestes, que hoje pertence à astronomia, incluía-se outrora na filosofia; a grande obra de Newton tem por título: Princípios matemáticos da filosofia natural. De maneira semelhante, o estudo da mente humana, que fazia parte da filosofia, está hoje separado da filosofia e tornou-se a ciência da psicologia. Deste modo, a incerteza da filosofia é, em grande medida, mais aparente que real: os problemas para os quais já se tem respostas positivas vão sendo colocados nas ciências, enquanto que aqueles para os quais não se encontrou até hoje nenhuma resposta exata, continuam a constituir esse resíduo que denominamos de filosofia.
            Esta é, no entanto, apenas uma parte da verdade sobre a incerteza da filosofia. Existem muitos problemas ainda – e entre estes os que são do mais profundo interesse para a nossa vida espiritual – que, na medida do que podemos ver, deverão permanecer insolúveis para o intelecto humano, a menos que seus poderes se tornem de uma ordem inteiramente diferente daquela que é atualmente. Tem o universo alguma unidade de plano ou de propósito, ou é um concurso fortuito de átomos? É a consciência uma parte permanente do universo, dando-nos esperança de um aumento indefinido da sabedoria, ou ela não passa de um acidente transitório num pequeno planeta no qual a vida acabará por se tornar impossível? São o bem e o mal importantes para o universo ou apenas para o homem? Estes são problemas colocados pela filosofia, e respondidos de diversas maneiras por vários filósofos. Mas parece que, quer seja, ou não seja possível, descobrir de algum modo respostas, nenhuma das respostas sugeridas pela filosofia pode ser demonstrada como verdadeira. E, no entanto, por fraca que seja a esperança de vir a descobrir uma resposta, é parte do papel da filosofia continuar a examinar tais questões, tornar-nos conscientes da sua importância, examinar todas as suas abordagens, mantendo vivo o interesse especulativo pelo universo, que correríamos o risco de deixar morrer se nos limitássemos aos conhecimentos claramente verificáveis.
            É verdade que muitos filósofos sustentaram que a filosofia pode estabelecer a verdade de certas respostas a tais problemas fundamentais. Supuseram que o mais importante no campo das crenças religiosas pode ser provado como verdadeiro por meio de demonstrações rigorosas. Para julgar estas tentativas, é necessário fazer uma investigação sobre o conhecimento humano, e formar uma opinião quanto a seus métodos e às suas limitações. Sobre estes assuntos é insensato nos pronunciarmos dogmaticamente. Mas se as investigações de nossos capítulos anteriores não nos induziram ao erro, seremos forçados a renunciar à esperança de descobrir provas filosóficas para as crenças religiosas. Não podemos incluir, portanto, como parte do valor da filosofia, uma série de respostas definidas a tais questões. Mais uma vez, portanto, o valor da filosofia não depende de um suposto corpo de conhecimentos definitivamente verificáveis, que possam ser adquiridos por aqueles que a estudam.
            O valor da filosofia, na realidade, deve ser buscado, em grande medida, na sua própria incerteza. O homem que não tem a menor noção da filosofia caminha pela vida afora preso a preconceitos derivados do senso comum, das crenças habituais da sua época e do seu país, e das convicções que cresceram na sua mente sem a cooperação ou o consentimento deliberado de sua razão. Para tal homem o mundo tende a tornar-se finito, definido, óbvio; para ele os objetos habituais não levantam problemas e as possibilidades estranhas são desdenhosamente rejeitadas. Ao contrário, quando começamos a filosofar imediatamente nos damos conta (como vimos nos primeiros capítulos deste livro) que mesmo as coisas mais vulgares levantam problemas para os quais só podemos da respostas muito incompletas. A filosofia, embora incapaz de nos dizer com certeza qual é a resposta verdadeira para as dúvidas que ela própria suscita, é capaz de sugerir diversas possibilidades que ampliam os nossos pensamentos, livrando-os da tirania do hábito. Desta maneira, embora diminua nosso sentimento de certeza sobre o que as coisas são, aumenta muito nosso conhecimento sobre o que as coisas podem ser; rejeita o dogmatismo um tanto arrogante daqueles que nunca chegaram a empreender viagens nas regiões da dúvida libertadora; e mantém vivo nosso sentimento de admiração, mostrando as coisas familiares num determinado aspecto não familiar.
            Além de sua utilidade ao mostrar possibilidades insuspeitadas, a filosofia tem um valor – talvez seu principal valor – por causa da grandeza dos objetos que ela contempla, e da liberdade proveniente da visão rigorosa e pessoal resultante de sua contemplação. A vida do homem reduzido ao instinto encerra-se no círculo de seus interesses particulares; a família e os amigos podem estar incluídos, mas o resto do mundo para ele não conta, exceto na medida em que possa ajudar ou impedir o que surge dentro do âmbito dos desejos instintivos. Numa tal vida existe algo de febril e limitado, em comparação com a qual a vida filosófica é serena e livre. Colocado no meio de um mundo vasto e poderoso que mais cedo ou mais tarde deverá reduzir nosso mundo privado em ruínas, o mundo privado dos interesses instintivos é muito pequeno. A menos que ampliemos os nossos interesses de maneira a compreender todo o mundo exterior, estaremos na condição de uma guarnição numa praça sitiada, sabendo que o inimigo não a deixará fugir e que a capitulação final é inevitável. Não há paz em tal vida, mas uma luta contínua entre a insistência do desejo e a impotência da vontade. De uma maneira ou de outra, se pretendemos uma vida grandiosa e livre, devemos evadir-se desta prisão e desta luta.
            A contemplação filosófica é uma das formas de evasão. A contemplação filosófica, na sua visão mais ampla, não divide o universo em dois campos adversos: amigos e inimigos, aliados e adversários, bons e maus; ela encara o todo imparcialmente. A contemplação filosófica, quando é pura, não visa provar que o restante do universo é semelhante ao homem. Toda a aquisição de conhecimento é um alargamento do nosso Eu, mas este alargamento é melhor alcançado quando não é procurado diretamente. Este alargamento é alcançado, quando opera exclusivamente o desejo de conhecimento, por um estudo que não deseja antecipadamente que seus objetos tenham esta ou aquela característica, mas que adapta o Eu às características que encontra em seus objetos. Este alargamento do Eu não é obtido quando, tomando o Eu como ele é, tentamos mostrar que o mundo é tão similar a este Eu que seu conhecimento é possível sem qualquer aceitação do que parece estranho. O desejo de provar isto é uma forma de auto-afirmação, constitui um obstáculo ao alargamento que deseja do Eu, e do qual o Eu sabe que é capaz. A auto-afirmação, na especulação filosófica como em tudo o mais, vê o mundo como um meio para seus próprios fins; assim, faz menos caso do mundo do que do Eu, e o Eu coloca limites à grandeza de seus bens. Na contemplação, pelo contrário, partimos do não-Eu e, por meio de sua grandeza os limites do Eu são ampliados; através da infinidade do universo a mente que o contempla participa um pouco da infinidade.
            Por esta razão a grandeza da alma não é promovida por aquelas filosofias que assimilam o universo ao Homem. O conhecimento é uma forma de união do Eu com o não-Eu. Como toda união, ela é prejudicada pelo domínio, e, portanto, por qualquer tentativa de forçar o universo a estar em conformidade com o que descobrimos em nós mesmos. Existe uma tendência filosófica muito difundida em relação à visão que nos diz que o Homem é a medida de todas as coisas; que a verdade é uma construção humana; que o espaço e o tempo, e o mundo dos universais, são propriedades da mente, e que, se existe algo que não seja criado pela mente, é algo incognoscível e sem qualquer importância para nós. Esta visão, se nossas discussões anteriores estavam corretas, não é verdadeira; mas além de não ser verdadeira, ela tem o efeito de despojar a contemplação filosófica de tudo aquilo que lhe dá valor, visto que ela aprisiona a contemplação ao Eu. O que tal visão chama de conhecimento não é uma união com o não-Eu, mas uma série de preconceitos, hábitos e desejos, que constituem um impenetrável véu entre nós e o mundo para além de nós. O homem que se compraz numa tal teoria do conhecimento humano assemelha-se ao homem que nunca abandona seu círculo doméstico por receio de que fora dele sua palavra não seja lei.
            A verdadeira contemplação filosófica, ao contrário, encontra a sua satisfação na própria ampliação do não-Eu, em tudo o que engrandece os objetos contemplados e, desse modo, o sujeito que contempla. Na contemplação, tudo aquilo que é pessoal e privado, tudo o que depende do hábito, do interesse pessoal, ou do desejo, deforma o objeto e, por isso, prejudica a união que a inteligência busca. Levantando uma barreira entre o sujeito e o objeto, as coisas pessoais e privadas tornam-se uma prisão para o intelecto. O intelecto livre deverá enxergar assim como Deus pode ver: sem um aqui e agora; sem esperança e sem medo; isento das crenças habituais e dos preconceitos tradicionais: de forma calma e desapaixonadamente, com o único e exclusivo desejo de conhecimento – um conhecimento tão impessoal, tão puramente contemplativo, quanto seja possível a um homem alcançar. Por isso, o espírito livre valorizará mais o conhecimento abstrato e universal no qual não entram os acidentes da história particular, do que o conhecimento trazido pelos sentidos, o qual depende – necessariamente – de um ponto de vista pessoal e exclusivo, e de um corpo cujos órgãos dos sentidos distorcem tanto quanto revelam.

            A mente que se habituou à liberdade e imparcialidade da contemplação filosófica preservará alguma coisa dessa mesma liberdade e imparcialidade no mundo da ação e emoção. Encarará seus objetivos e desejos como partes do Todo, com o desprendimento que resulta de considerá-los como fragmentos ínfimos de um mundo em que todo o resto não é afetado pelas ações dos homens. A imparcialidade, que na contemplação é o desejo puro da verdade, é aquela mesma qualidade espiritual que no âmbito da ação é a justiça, e que no âmbito da emoção é o amor universal que pode ser dado a todos e não apenas àqueles que são considerados úteis ou admiráveis. Assim, a contemplação amplia não apenas os objetos de nossos pensamentos, mas também os objetos das nossas ações e dos nossos sentimentos: ela nos torna cidadãos do universo, e não apenas de uma cidade cercada por muros, em estado de guerra com tudo o mais. A verdadeira liberdade humana, liberta da prisão das esperanças e temores mesquinhos, consiste nesta condição de cidadãos do mundo.             Enfim, para resumir a discussão do valor da filosofia, ela deve ser estudada, não em virtude de quaisquer respostas definitivas às suas questões, uma vez que nenhuma resposta definitiva pode, via de regra, ser conhecida como verdadeira. Ela deve ser estudada por causa dos próprios problemas, porque estes problemas ampliam as concepções que temos acerca do que é possível, enriquecem a nossa imaginação intelectual e diminuem a arrogância dogmática que impede a especulação mental; mas sobretudo porque, graças à grandeza do universo que a filosofia contempla, a mente também engrandece e se torna capaz daquela união com o universo que constitui seu bem supremo.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A COERCITIVIDADE -FATOS- MORAIS E A SOLIDARIEDADE SOCIAL

COESÃO, SOLIDARIEDADE E OS DOIS TIPOS DE CONSCIÊNCIA.

A coesão social que exprime para a sociologia a capacidade que os homens tem de viver em sociedade, o que os permitem viver num certo consenso e ordem social, inspirado nessa ideia Durkheim à luz desse contexto visava estabelecer uma coesão correlacionada a solidariedade e os tipos de consciência que predominam, sendo dois os tipos de consciência; comum e individual ás quais consistem basicamente de acordo com a ordem; uma abrange o grupo – vive e age em nós, o papel social em nós, a outra é vislumbrada pela individualidade, cada individuo com seu modo de pensar e sua cultura participa da vida social. 


Uma vez que a instrução publica desempenha o papel de educador e estimulador da consciência comum, ela forma os cidadãos para a sociedade.
As forças que mantém os homens juntos em sociedade é a coesão, Durkheim conceitua a solidariedade: conceito de solidariedade social tendo como fio condutor a apresentação de como se dá essa coesão entre membros dos diversos grupos da sociedade. Leva em conta a divisão do trabalho que pode ser maior ou menor


A solidariedade social é a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora. 
( INKELES,1967)

A DUALIDADE DOS FATOS MORAIS

São fatos sociais as regras morais apresentam-se a nós como ‘’ coisas agradáveis de que gostamos e que desejamos espontaneamente’’( Quintaneiro). A sociedade desempenha
um papel de protetora, o que faz com que apreciemos o que ela preza, levando assim a coação ser "...sentida graças ao respeito que os membros de uma sociedade experimentam pelos ideais coletivos"( Quintaneiro)

O que forma a coletividade é uma sociedade que preza a supremacia moral e material o que é indispensável para se fazer as leis para os indivíduos. Toda regra moral impõem uma autoridade é que resulta na noção de dever, cada individuo tem o seu papel seu dever a ser desenvolvido mediante a sociedade expressa pela coletividade.

Podem-se correlacionar as crenças e praticas da sociedade que agem sobre nós a partir do exterior, o fato moral traz a mesma dualidade do sagrado que traz a todos o sentido de não violação. Somos submetidos a aderir ás ‘‘... instituições, elas nos regem e nós a queremos...’’(Quintaneiro). A moral em si implica na noção de dever e seu comprimento. 

O pensar coletivo diante dos ideais de um bem comum sugere também a necessidade de haver um contato mais próximo entre os indivíduos, isso pode ocorrer por meio de encontros e reuniões – o que gera entre as pessoas uma relação de aproximidade é o exemplo dos grupos e movimentos coletivos. 

Os atos religiosos tendem a revigorar os ideais coletivos fazendo assim uma inserção social nos que estavam alienados à sociedade. A preocupação e questinamento de Durkheim seria em torno de qual fator mantém os grupos sociais (instabilidade social).


COESÃO, SOLIDARIEDADE E OS DOIS TIPOS DE CONSCIÊNCIA
    A “solidariedade social”, para Durkheim, é formada pelos laços que ligam os indivíduos, membros de uma sociedade, uns aos outros formando a coesão social.Há dois tipos diferentes de solidariedade social. Esses tipos têm relação com o “espaço” ocupado na mentalidade dos membros da sociedade pela consciência coletiva e pela consciência individual.A consciência coletiva é representada pelo “conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado que tem vida própria”. São as crenças, os costumes, as idéias que todos que vivem em um mesmo grupo compartilham uns com os outros.A consciência individual é aquilo que é próprio do indivíduo, que o faz diferente dos demais. São crenças, hábitos, pensamentos, vontades que não são compartilhados pela coletividade, mas que são especificamente individuais.

OS DOIS  TIPOS DE SOLIDARIEDADE

 Solidariedade mecânica ou por semelhanças
A consciência coletiva recobre “espaços” de distintos tamanhos na consciência total das pessoas de acordo com o tipo de sociedade onde elas vivem. Assim, quanto maior for o “espaço” ocupado pela consciência coletiva em relação à consciência total das pessoas em uma sociedade, mais a coesão, nessa mesma sociedade, origina-se da conformidade e da semelhança existente entre seus membros. Nesse caso, segundo Durkheim, a ordem social se fundamenta na “solidariedade mecânica”.
    Isto é, quanto maior a consciência coletiva, mais os indivíduos se parecem uns com os outros e portanto se ligam, se aproximam pelo que têm em comum. Pelo fato de terem os mesmos pensamentos, os mesmos costumes, acreditarem nas mesmas coisas, etc. A coesão, ou solidariedade, resulta das semelhanças.

Solidariedade orgânica ou por diferenças
    Quanto menor for o “espaço” ocupado pela consciência coletiva em relação à consciência total das pessoas em uma sociedade, ou quanto maior for a “área” ocupada pela consciência individual, mais a coesão se fundamenta nas diferenças existentes entre os indivíduos.
    Se a consciência individual é maior numa sociedade, os indivíduos são diferentes uns dos outros e a solidariedade só pode surgir da percepção geral de que cada um, com suas especialidades, contribui de uma maneira diferente, e importante, para a sobrevivência do todo, ao mesmo tempo que depende dos demais membros, especialistas em outras funções. É essa rede de funções interdependentes que promove a solidariedade orgânica.

Os indicadores dos tipos de solidariedade
    Durkheim não podia visualizar “a olho nu” qual tipo de solidariedade seria predominante em uma sociedade dada. A solidariedade, como um fenômeno moral, só seria identificada a partir de algum indicador que a fizesse visível.
    Os tipos de normas do direito indicam, para Durkheim, o tipo de solidariedade que predomina em uma sociedade.

Direito Repressivo: A preocupação principal desse tipo de direito é punir aquele que não cumpre determinada norma social através da imposição de dor, humilhação ou privação de liberdade. O ponto é que o criminoso agride uma regra social importante para a coletividade e, portanto, merece um castigo de intensidade equivalente a seu erro.
    
Assim, quanto mais o direito tende a essa forma repressiva (direito penal), mais forte e abrangente é a consciência coletiva em uma sociedade. É assim porque todo erro que é punido repressivamente representa uma agressão contra a sociedade como um todo e não contra uma parte dela apenas.
    
Direito Restitivo: A preocupação principal nesse tipo de direito é fazer com que as situações perturbadas sejam restabelecidas e retornem a seu estado original. Ao infrator cabe, simplesmente, reparar o dano causado.
   
 Isso acontece porque o dano causado não afeta a sociedade como um todo, mas apenas uma função específica desempenhada nela. Quanto maior é a participação do direito restituitório em uma sociedade, menor é a força e a abrangência da consciência coletiva, maior é a diferenciação individual. Portanto, ao identificar o tipo de direito que predomina em uma sociedade, estamos identificando o tipo de solidariedade existente. Se predomina o direito repressivo, uma maior quantidade de normas é mantida pela consciência coletiva (solidariedade mecânica). Se predomina o direito restituitório uma menor quantidade de normas diz respeito à sociedade como um todo (solidariedade orgânica).

    
RESUMO ELABORADO POR: Jhonatan dos Santos Ferreira 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INKELES, Alex: O que é sociologia? Tradução Dante Moreira Leite.São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1967.196p.( Fundamentos da sociologia moderna).

QUINTANEIRO, Tânia: Um toque de clássicos: Max, Durkheim e Weber. 2ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2002.159p. (Aprender).


O OBJETO DE INVESTIGAÇÃO SOCIAL

A ESPECIFICIDADE DO OBJETO SOCIAL

        Apontar o que é especifico para a abordagem de um objeto sociológico sendo a sociologia definida por Durkheim “... como a ciência das instituições, das gênese e de seu funcionamento...’’( Quintaneiro), faz requerer diante da fase positivista que é o marco da sua produção para reconhecê-la como uma ciência autônoma a delimitação de seu objeto que é considerado pelo criador do método como: fato (s) social (ais) que envolvem o  modo de agir fixo ou não.

São traços característicos dos fatos sociais; a coerção social, ou seja, que consistem na força que os mesmos exercem sobre os indivíduos levando-os assim a se conformarem com ás ditadas regras da sociedade em que vivem independentemente de sua vontade de escolha.

        A exemplo pode-se citar quando um individuo adota determinado idioma, quando se submete a um determinado tipo de formação familiar ou quando é submetido ao comprimento das leis, sendo assim, o fato social desenvolve um papel importante e age levando os indivíduos a agirem, pensarem  e sentirem  de certas maneiras.

        Quando se menciona o papel do individuo não se pode deixar de mencionar a coletividade que é um aspecto importante para um estudo eficaz dos comportamentos e processos de evolução de uma sociedade a autora ressalta em um trecho sobre o papel do individuo enquanto parte de um grupo; ‘’...os fenômenos que constituem a sociedade tem sua origem na coletividade e não em cada um  dos seus participantes.’’(Quintaneiro).

       É de suma importância fazer jus da reflexão que faz a autora quando reforça a ideia de que não é o individuo em si que se buscam tais explicações para o estudo dos fatos da sociedade, mas sim no conjunto de indivíduos, o que tratamos de coletividade e/ou grupo(s).

     Cada membro sujeito desempenha seu papel, mas são levados a desenvolverem seus modos de pensarem e agirem na coletividade, o que enriquece essa coletividade é que cada individuo no seu modo de conceber determinadas opiniões - ideias é norteado pelo fator histórico no qual foi sujeito a herdar de influências culturais.

        Determinados modos de ações dos indivíduos que socializam trazem consigo traços característicos de sua formação familiar, cultural e também normas morais que às vezes se diferenciam de outras justamente pelo aspecto de âmbito cultural, sendo o que para mim é valor para o outro pode ser contravalor.

       Uma vez que o ser humano ao nascer está aberto ao cognoscível ele que por vez não nasce sabendo mais apenas se adapta e por meio do conhecimento adquiri experiências é também por meio da educação das culturas e costumes que ele é capaz de inserir-se na sociedade trazendo consigo seus valores, a cultura desempenha um fundamental papel para a construção dos valores e normas de conduta de qualquer individuo independentemente de qual seja a cultura.

      Os valores de uma sociedade nada mais são do que o reflexo dos valores dos indivíduos que compõem a coletividade e por si a comunidade – sociedade, os fatores tempo e espaço nos ajudam a compreendermos de maneira que possamos fazer uma reflexão e uma correlação com a cultura e conduta moral.

      Pode-se a partir deste contexto levantar um questionamento; por que as leis impostas pelo sistema legislativo após serem aprovadas não são colocadas em pratica (respeitadas) por grande parte dos indivíduos?

Não se deve esquecer de que a independência se correlaciona com a liberdade do individuo que é reflexo de um cenário social.

       À luz do questionamento colocado em questão a autora faz menção em um trecho que comunga da ideia levantada acima, ‘’Quando optamos pela não - submissão, ‘’ as forças morais contra as quais nos insurgimos reagem contra nós e é difícil, em virtude de sua superioridade, que não sejamos vencidos. ’’ (Quintaneiro).

MÉTODO DE ESTUDO DA SOCIOLOGIA SEGUNDO DURKEIM

No método durkheiminiano é uma das preocupações; o estudo da vida social, o método estabelecido propunha uma investigação das relações de causalidade de efeito e regularidade diante das descobertas de leis e regras de ações para futuro sem deixar de lado os fenômenos advindos, são regras para o desenvolvimento do método; o afastamento das prenoções (valores e sentimentos pessoais do sociólogo em relação ao acontecimento a ser estudado), definir previamente os fenômenos tratados, considera-los individuais.

                                      PROFESSOR JHONATAN DOS SANTOS FERREIRA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INKELES, Alex: O que é sociologia? Tradução Dante Moreira Leite.São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1967.196p.( Fundamentos da sociologia moderna).

QUINTANEIRO, Tânia: Um toque de clássicos: Max, Durkheim e Weber. 2ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2002.159p. (Aprender).


SOCIOLOGIA EM PAUTA

O CAMPO DE INVESTIGAÇÃO  DURKHEIMIANO

INTRODUÇÃO

Emile Durkheim de origem francesa foi um pensador que consolidou a sociologia como uma ciência da sociedade, fez com que ela pudesse se instaurar academicamente nas universidades, ele que por sua vez estudioso de métodos vive na Europa em meio a conturbação das guerras em consequência da modernização.

Suas produções por causa- consequência é reflexo das tensões correlacionados aos valores e instituições que passavam por intensa crise, herda o cenário da revolução francesa e industrial e por consequente aborda sobre os mesmos que por vez fora abordado anteriormente por Saint-Simon e Comte.
Sua crença era que ‘‘... A humanidade avançaria no sentido de seu gradual aperfeiçoamento, governada por uma força inexorável: a lei do progresso. ’’
( Quintaneiro)
Principio este que fora resgatado dos filósofos que defendiam o iluminismo e também comungado por pensadores do século XIX.

A influência da revolução de 1789 na qual antecedentemente estavam as idéias e valores da antiga ordem social, nasce daí a necessidade da criação de um sistema voltado para a moral e que fosse cientifico com a capacidade de criar uma harmonia diante da situação vigente da ordem social.

Desempenhara um papel preponderante neste cenário o industrialismo que por vez era a marca da sociedade moderna.  A partir desta realidade nasce o próprio objeto das ciências sociais a qual intitulamos; sociologia – diante dela era necessário um estudo que abrangesse métodos positivos vislumbrados pela observação, indução e experiências. 

PROFESSOR JHONATAN DOS SANTOS FERREIRA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INKELES, Alex: O que é sociologia? Tradução Dante Moreira Leite.São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1967.196p.( Fundamentos da sociologia moderna).

QUINTANEIRO, Tânia: Um toque de clássicos: Max, Durkheim e Weber. 2ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2002.159p. (Aprender).


A Filosofia Política Moderna e o Conceito de Estado (análise do escrito de Silvo Gallo)

                                       1.      O ESTADO MODERNO


           
       A titulo de introdução o autor visa  apresentar como se entende por estado moderno e quais são as formas de estado possíveis e recorre  à definição de instituição política dada por Lawrence Krander que valoriza as relações intrínsecas e extrínsecas com a organização humana, "na organização do Estado, o homem concentra seu poder sobre o homem em um único cargo oficial...’’, do que fora citado percebe-se uma forma de monopólio e um absolutismo, podendo assim haver uma canalização do poder mediante uma delegação, sendo que , o poder está a disposição do poderio central, esse sob guarda do estado se aderi à formas diversificadas e com suas atribuições ele  pode " ....proibir, matar, encarcerar, escravizar, multar’’. 

    Apresentadas essas atribuições mediante o uso do poder justifica na concepção de estado moderno essas atribuições não devem serem vistas apenas no aspecto negativo, uma vez que o estado se integra ás forças da sociedade:... ‘’ o amor, a lealdade, a dependência recíproca, a fé religiosa, a tradição e a força do costume.

        Partindo disso ele dá preliminares conotações do que seja o estado:
     O estado è uma autoridade central de aspecto monarca (presidente) que exerce poder sobre uma população que vive dentro de um território determinado; é mais que uma unidade físico, territorial ou legal; ‘’ o poder político central transforma a unidade nacional...’’.

      No aspecto territorial está presente duas ordens ameaçadoras sendo que a invasão contribui para diminuição da área geográfica pertencente ao estado e contudo acarreta também na diminuição do poder da autoridade central e de tudo que ele desfruta. Percebe-se que ser leal ao estado é aderir à aceitação de seu poder e comungar sem disparidades nesse poder.

          As características que consideradas básicas do homem resultam na institucionalização do Estado tendo o homem enquanto indivíduo para ser efetivo de uma comunidade.
      
         O estado traz consigo várias formas advindas de influências de outras formas de estados teocráticos e centralizados que existiam na antiguidade oriental, ele carrega marcas semelhantes com instituições políticas antigas, é mesmo um processo que tem em si heranças das influências. Digamos, pois que da antiguidade até nosso tempo, o estado passou por um fenômeno de transformação e adequação partindo da dicotomia do estado teocrático feudal para o que se ousa chamar de Estado Moderno, este que abarca variações e heranças do processo de desenvolvimento que perpassou aos longos dos séculos. Nesse processo evolutivo surgem três tipologias, essas são contributos do alemão Werner Naef, as tipologias são as respectivas:

    1ª tipologia: Estado estamental –séc. XV –XVI- (concentração dos poderes políticos).
    2ª tipologia: Estado monárquico – séc. XVII-XVIII- (centralização do poder mais só na mão dos monarcas).
    3ª tipologia: Estado moderno – estado democrático (surge com a Rev. Francesa e consolida-se com a fixação dos direitos do homem e do cidadão).

   Professor Jhonatan dos Santos Ferreira
  

   

domingo, 24 de novembro de 2013

O Objetivo do ensino religioso no Ens. Fundamental.

O papel do ensino religioso ou cultura religiosa e sua prática no ensino fundamental vem resguardar e abordar eixos fundamentais que fomentam a formação cidadã, humana e também de cunho religiosa.


A prática da cultura religiosa nas escolas remete antes de qualquer outra tentativa de justificativa a necessidade de levar aos alunos a reflexão da abordagem cultural e existencial que a educação religiosa contempla. Em sala, os alunos em contato com textos e atividades de reflexão, agem como sujeitos pensantes em torno da diversidade, da pluralidade de sentidos, da necessidade da unidade a fim de superar as intolerâncias. O ensino religioso é uma proposta que estabelece a unidade, a convivência e a dialogia; é tornar o indivíduo construtor e colaborador de uma sociedade onde persista o respeito pelas diversas manifestações religiosas e culturais. É missão de um ensino religioso favorecer ao estudante possibilidades para que desperte a solidariedade, a justiça, o respeito e a sensibilidade pela dignidade humana.
A presença do trabalho continuado dos valores é um dos papeis do ensino religioso, mas ultrapassa esses critérios de formação, levemos em consideração que educar requer não apenas um ensaio dos valores como forma de rememorar, é além disso; ensinar a partir do cenário social, da violência, do consumo exacerbado, da intolerância religiosa, e da não aceitação do novo e do diferente, tem sido desafiador e conflitante.


Vejo o E.R como uma ferramenta que vem proporcionar recursos, assentar bases para construção da personalidade, estabelecendo fundamentos em vista de que as crianças e adolescentes estejam parcialmente aptos a sobreviverem em um cenário social do mundo globalizado em constantes revoluções.

É o E.R que facilita o individuo a uma consciência de si mesmo e que leva a criança e o adolescente, aproveitará das possibilidades para pensar e atuar. Atitudes, reflexão, valores , estrutura histórica, aceitação, respeito e entre outras; são palavras que por si mesmas já exprimem a utilidade desse componente curricular para o Ens.Fundamental, é esse componente que contribui de forma especial para estabelecer o auto conhecimento, sensibilidade, otimismo , disciplina, sentido critico, respeito pelo novo, etc.
                                                           
Professor Jhonatan dos Santos Ferreira
Participou do Projeto de formação continuada do E.R da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. 

RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS E O CENÁRIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Texto de abertura oficial da culminância do projeto Valorização das Relações étnico –raciais . E.E. da Fazenda da Betânia ( Pedreira- Itabira.MG)




O projeto valorização das relações étnicas raciais tem como finalidade por propostas das atividades desenvolvidas envolvendo todas as disciplinas, criar oportunidades para que toda a comunidade escolar conheça a trajetória histórica do povo negro no Brasil e na sua construção da cidadania plena. Além disso, colocar em discussão uma questão tanto antiga quanto atual como o racismo e o antirracismo no Brasil desenvolvendo as competências e habilidades de reflexão na identidade, de modo a pensar e agir contra todas as formas de discriminação existentes nos ambientes escolares e também fora dele.
Ressalto aqui, ao elaborar esse projeto com a comunidade escolar, a urgência de um olhar mais minucioso ao tratar a cultura afro brasileira e as resistências predominantes ainda até mesmo por parte de educadores. A questão que levanto, consiste em identificar e conscientizar que a cultura afro brasileira é o berço da nossa história e de nossas matrizes culturais, o que não justifica que fiquemos apenas centrados em pequenos projetos e ações escolares isoladas e sem fundamentação, sendo essa discussão, mais um fato isolado e tratado como segundo plano. Surge aqui a necessidade de reverter esse quadro, o que questiono tomo a liberdade de  direcionar a todos nós professores: Como trabalhar e formar os nosso adolescentes para uma cidadania mais igualitária, se nós mesmos somos cheios de resistências e um preconceito camuflado? A educação para a igualdade é possível em um ambiente escolar dotado de resistências?
Tratar das relações étnicos raciais na educação no Brasil requer de nós educadores uma sensibilização e respeito pela diversidade, essa vertente deve perpassar todas as disciplinas em todo o ano letivo, ela é transversal,  a proposta viabiliza a inserção desse conteúdo nos currículos disciplinares.   A escola que não se abre, planeja e intervém em prol do respeito e da criação da igualdade racial, priva os alunos do verdadeiro exercício da cidadania pautada na diferença. 
O racismo e as práticas discriminatórias vivenciadas pelo segmento populacional negro brasileiro não apenas heranças de um passado distante, mas vêm sendo produzidas e realimentadas ao longo do tempo. Constitui-se, assim, um instrumento que fortalece as desigualdades observadas na contemporaneidade. Um exemplo disso ocorre na realidade educacional.
Para tanto faz-se necessário à escola reverter esta situação adversa tecendo novas propostas, fazendo frente às situações discriminatórias que jovens e adolescentes negros estão expostos no ambiente escolar  e na sociedade como um todo.
Assim, é de fundamental importância tratar as questões raciais no ambiente escolar de forma interdisciplinar, pois, desta forma eles aprenderão a conceitos, analisarão fatos e poderão ser sensibilizados para intervir na sua realidade a fim transformá-la.
É tempo de mudarmos a história da exclusão do negro na educação brasileira, que esse projeto seja uma de muitas ações a serem fomentadoras da inserção digna dos afros brasileiros, é tempo também de revermos as nossas praticas educacionais, aprender, transmitir e relacionar é preciso.

                 

Professor  Jhonatan dos Santos Ferreira 
É graduado em filosofia presbiteral pela Universidade Católica de Minas Gerais/IDJ

Pós graduando em gestão integrada 

Participou do projeto de formação continuada de E.R da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Professor da rede publica de ensino-leciona Filosofia, sociologia e cultura Religiosa.

 E--MAIL Jhonatansantosfer@hotmail.com