O TESTE DE RACISMO E PRECONCEITO, NOSSAS AÇÕES E EDUCAÇÃO INTERFEREM NESSE RESULTADO?
Um blog destinado à divulgação de artigos, visando assim, contribuir para a formação de um leitor crítico e o prazer do filosofar.
Pesquisar este blog
terça-feira, 13 de outubro de 2015
A MUSICALIDADE TAMBÉM CONTRA O RACISMO
Gabriel Pensador: RACISMO É BURRICE
RAP DA CONSCIÊNCIA
O BRASIL É ISSO AI ( Martinho da Vila)
NEGRO REI ( Cidade Negra)
BRANCOS E NEGROS( Edson Mendes)
Ninguém nasce racista
SUGESTÕES DE VÍDEOS PARA AULAS E ESTUDO SOBRE A EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE
AÇÕES AFIRMATIVAS / LEI 10.639-03
Combate à discriminação na infância ( I)
Combate à discriminação na infância ( II)
Professores em Ação
Gestão educacional para a diversidade
Curtas para o ensino fundamental
Diálogos: diversidade racial
VISTA MINHA PELE ( 1 de 3)
VISTA MINHA PELE ( 2 de 3)
VISTA MINHA PELE ( 3 de 3)
A verdadeira história da escravidão no Brasil: a contrapartida da Igreja Católica
domingo, 14 de junho de 2015
A LEI 10.639/2003 E A FILOSOFIA ( Vídeos sobre a cultura afro e afro brasileira)
A verdadeira história da escravidão no Brasil
Mãe Aninha ( sincretismo religioso e diversidade )
O negro no livro didático
Comentário sobre a implementação da Lei 10.639/03
Por uma infância sem racismo
Chico Buarque fala sobre o racismo
Onde você guarda o seu racismo?
Atitudes racistas na infância
Onde você guarda o seu racismo ?
Gabriel Pensador
Deixem seus comentários e sugestões
Prof. Jhonatan dos Santos Ferreira
quarta-feira, 18 de março de 2015
MITO E RAZÃO (LOGOS)
Do
mito ao logos no contexto filosófico
Em
contraposição ao mito temos o LOGOS que é a atitude reflexiva e racional que o
mito pode oferecer, ou seja, o logos é a forma de reler o mito com base na
razão e reflexão, esse é expresso pelo logos que por sua vez vai ao encontro da
atividade filosófica que consiste em interpretar as coisas como realmente são.
Passamos
agora há uma possível intertextualidade quando trazemos em pauta os Sofistas e
Sócrates, discorremos neste âmbito no intuito de colocá-los com defensores do
logos, justamente por serem pensadores e utilitários da razão e da reflexão e
não mais vinculados ao aspecto meramente mitológico, religioso instaurados no
cenário da Grécia Antiga.
Sócrates
por sua vez foi um filósofo que surgiu depois dos pré-socráticos que eram filósofos da physis, ou naturalistas que
se preocupavam em encontrar a origem de tudo (cosmologia) nas teses
naturalistas, já os Sofistas eram tidos como filósofos viajantes que
comercializavam seus ensinamentos, eram dotados de conhecimento, mas agiam de
modo não virtuoso, comercializando a sabedoria. Sócrates por sua vez era
filósofo que se identificou com o valor da verdade, disso, Sócrates saia pela
"Ágora" espécie de praça ensinando os jovens, uma grande preocupação
desse pensador era em evitar que a corrupção gerada pela mentira, pudesse adentrar
a vida na pólis, ele era o pensador que dialogava a favor da virtude no campo
político. Ao contrário dos Sofistas que ensinavam em troca de dinheiro e sem
nenhum critério virtuoso.
Vimos
portanto, que existe com o surgimento da filosofia uma ruptura com o critério
mitológico como forma de saber, na realidade o mito não é banido do pensamento
grego, mas a filosofia – reflexão e a razão ocupam seu lugar.
Texto:
Jhonatan dos Santos Ferreira
GÊNERO E VIOLÊNCIA (texto apresentado ao GDE UFMG)
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: ENTRE AÇÕES E EMBATES
O cenário de dominação e hegemonia[1]
contribui de modo significante para que casos de violências continuem acontecendo
nas realidades domésticas, um fenômeno antes silenciado pelo medo e temor. A
violência doméstica sempre existiu no seio de muitas famílias brasileiras as
quais em grande parte se enquadram em uma realidade socioeconômica não muito
favorável e onde o companheiro exerce um papel de dominador e opressor. Aqui
não temos a pretensão de alegar que a violência contra a mulher ocorre apenas
em cenários sociais mais desprovidos de acessibilidades, ao contrário, visamos
demonstrar que esse fenômeno está passível de existir em qualquer cenário
social. Disso Maria Filomena Greogori considera que:
[...] Tendo suas práticas voltadas para os
segmentos populacionais específicos, o pressuposto que orienta a ação dessas
organizações é que a universalidade dos direitos só pode ser conquistada se a
luta pela democratização da sociedade contemplar a particularidade das formas
de opressão que caracterizam as experiências de um dos diferentes grupos
desprivilegiados.( GREGORI, p.167)
O crime de violência doméstica é enraizado no
viés da hegemonia e diferenciação, isso, no sentido de que a mulher sempre foi
desprovida de direitos considerados igualitários, o lugar da mulher na
sociedade sempre foi delimitado, consideramos ser esse fato, mais um dos
entraves que dificultam pensar políticas públicas interventivas e preventivas
que surjam efeitos.
A atual realidade brasileira conta com a
existência de políticas públicas para atender a demandas e reivindicações da
mulher, isso, é resultado da luta de movimentos sociais, ONG’s, entidades não
governamentais e estatais e também de movimentos feministas[2],
são movimentos que compreende-se como uma organização que visa manifestar
contra todas as formas de preconceito, discriminação, cárcere, injúria,
agressões físicas e morais motivados as vezes pela diferenciação de gênero ou
pela personalidade agressiva do companheiro.
Nesse sentido, esses movimentos atuam em rede
tendo em vista ser um meio eficaz e atuante na sociedade como um todo, agindo
assim, de tal modo a denunciar, requerer, pensar ações na esfera pública e
manifestar fazendo valer os direitos da mulher na sociedade e no seio familiar.
Nos estudos dos artigos percebemos a
tentativa dos autores em caracterizar a violência contra mulher em
contraposição as outras formas de violências de gênero existentes, a exemplo
disso, a violência conjugal, doméstica e/ou familiar, existe, pois, um embate em intervir nessas formas de
violências em seus meandros, o que justifica criações de instituições políticas
e públicas com linhas de ações especificas, o que consideramos ser o fator que
impossibilita um bom resultado nas ações interventivas
Esses desmembramentos não somam de forma
construtiva para a mulher que está em situação de risco e ameaças. Sabemos na realidade que as violências contra
a mulher somam apenas uma, o problema aqui, torna-se empecilho linguístico e
interpretativo.
Na realidade o que está em pauta é como está
sendo atendida a vitima e qual a medida punitiva recebe o agressor, disso,
recorremos a Lei Maria da Penha 11.340/2006 decretada pelo congresso nacional e
sancionada em 7 de agosto de 2006 vigorando-se em 22 de setembro de 2006. Essa
lei também é dotada de limitações e paradoxos que muitas vezes são motivados
pela forma de interpretação e definição da violência conforme explicita Debert:
“
A definição de violência contra a mulher no Brasil foi elaborada em meio a uma
experiência política inovadora na década de 1980, em que, ao lado de práticas
de sensibilização e de conscientização, militantes feministas atendiam mulheres
que sofriam violências nos chamados SOS - Mulher.” (DEBERT, p.66)
Em Itabira-MG, de acordo com os nossos
mapeamentos, tomamos conhecimento da existência de algumas instituições e
organizações que agem na luta e enfrentamento à violência de gênero, a exemplo
referenciamos a campanha do laço branco que foi uma iniciativa do poder
legislativo com o objetivo de sensibilizar convidando homens a se envolverem na
mobilização pelo fim da violência, essa campanha contou com o envolvimento de
várias esferas sociais, como movimentos e empresas.
Referenciamos também a Comissão Municipal de
Enfrentamento a Violência sexual e doméstica, situada à Av. João Pinheiro, nº
791, Centro, Itabira- Minas Gerais, atende no telefone (31) 3839-2909. A
comissão conta com o efetivo de sete profissionais, sendo 1 assistente social,
1 assistente técnica, 5 psicólogas e 1 delegada (DEAM). Essa comissão atua no
combate à violência sexual e doméstica, agindo assim pautando os objetivos:
Elaboração do plano Municipal de Enfrentamento à violência sexual e doméstica,
Mapear e divulgar os dados sobre a violência na cidade, Incentivar a
capacitação de profissionais para atuarem na prevenção, Sensibilizar setores da
sociedade acerca do problema da violência sexual e doméstica, Interagir com os
diversos programas setoriais de órgãos e/ou entidades executoras de políticas
públicas que tratem da questão da violência e da família.
O acesso para participar das atividades
desenvolvidas é disponibilizado todas as segundas 3ª feiras do mês, às 8:30 h,
no auditório do prédio do programa “ Viva a Vida” e os encontros são abertos à
comunidade. A principal demanda da cidade é a violência, principalmente, contra
mulheres e as crianças. A comissão vê a violência de gênero ou contra a mulher
como um fenômeno que surge no seio familiar e não como algo externo ou oriundo
a ela.
São tidas como ferramentas e estratégias para
o acolhimento das vitimas e recebimento das denúncias, o atendimento em rede,
isto é, órgãos e entidades como: a Secretaria Municipal de Educação, o Pronto
Socorro, os PSFs, a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), a
Polícia Militar, quando tem conhecimento da violência, encaminham o fato à
comissão. Sendo que as denúncias também podem ser feitas por qualquer pessoa
que tenha o conhecimento de algum ato de violência contra a mulher. Em 2014, a
prefeitura de Itabira assinou o convênio, com o Estado de Minas, no Programa
Mulheres das Gerais, em que passa a ter direito de encaminhar as mulheres em
situação de risco de vida eminente para as casas de abrigo.
Contudo, percebe-se que existem ações que
lutam por intervir nesse fenômeno para que este seja combatido. O silenciamento
agora é um dos embates maiores, pois, invisibiliza a mulher em situação de
risco, sabemos que ainda há muito que ser feito e repensado nas esferas
públicas para que seja eficiente esse trabalho de combate e intervenção.
Denunciar é um dos primeiros passos para a diminuição de casos violentos
veiculados à agressão física e moral contra mulher.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
DEDERT e GREGORI. Violência e Gênero: Novas
propostas, velhos dilemas. In: Revista Brasileira de ciências sociais. Vol.23.
nº 66. 2007.
[1]Hegemonia
ou discurso hegemônico: é em si, a condição discursiva que se efetiva pautada e
embasada pela influência da prevalência da maioria, ou seja, é o discurso
formulado em determinadas situações onde o que é aceito como critério de validade
ou de correto é o da maioria. O discurso hegemônico, se relaciona estritamente
com a situação de poder. Exercendo o discurso hegemônico, intrinsecamente se
efetiva o fenômeno de um tender a ser inferiorizado, “diferente”. Aqui,
hegemonia é dominação de gênero, onde a mulher é gênero dominado..
[2]
Movimento feminista: age como uma organização de mulheres em vista de
manifestar contra todas as formas de discriminação e preconceito oriundos da
diferença de gênero. Essa vertente de organização é protagonista na luta de
direitos igualitários para as mulheres nas diversas situações na sociedade
brasileira. Dialoga com as esferas públicas e políticas.
Assinar:
Postagens (Atom)